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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

"Mulheres trabalham mais após terem filhos"

Na sequência da conversa do blog Dezembro e da noticia do DN em que se dizia que as mulheres portuguesas trabalham mais, por necessidade, depois de terem os filhos, decidi deixar aqui a minha expressão de tristeza e até insegurança...  

Cada vez mais a gravidez é vista como um mal que atrasa a economia do país e as mães sentem necessidade de quando voltam ao trabalho superar as expectativas e o que esperam de uma mãe recente. Infelizmente não são respeitados os seus direitos e ouvidas as suas necessidades e como não há volta a dar a isso, pelo menos a curto prazo, temos de nos ir adaptando.

É triste ...

...Sinto-me insegura porque a verdade é que terminei a licenciatura em biologia em 2005 e não vejo grandes perpectivas de vir a desenvolver carreira nesse ramo. Claro que me sinto uma previligiada por não passar necessidades e agora poder usufruir de todo o meu tempo para cuidar da Barriguitas e do CutxiCutxi.

Quando terminei o curso e vi que não iria arranjar trabalho tão rápido como esperava na área que queria, eu e o Papá decidimos iniciar a nossa vida a três. Claro que agora com a surpresa que o CutxiCutxi nos fêz vou atrasar mais ainda o ínicio de uma carreira profissional...mas acredito que tudo se encaminhará :)

 

"O resultado é que algumas mulheres com estudos começam a sentir-se envergonhadas e culpabilizadas por ficarem grávidas, como se se tratasse de uma complacência à qual têm direito. Abordam o parto e as tarefas iniciais da maternidade num estado de espirito profissional, decididas a fazer as coisas bem, mas preocupadas em voltar aos verdadeiros desafios da vida passados alguns anos, meses ou mesmo semanas. Os filhos representam uma interrupção da sua vida «real»" 

 "Mães- um estudo antropológico da maternidade"

 

gavetinhas: , ,
Diz a mamã minhabarriguita às 01:49
dá a mão | encher a barriga de mimos | xi-coração
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3 comentários:
De era1xeu a 26 de Junho de 2007 às 15:27
Sabes que também li esta noticia e fiquei espantada? OK, OK, eu trabalho como trabalhava antes de ter o meu filho, o nosso pais não ajuda nada os pais e nós temos de fazer pela vida, talvez seja isso mesmo, um reflexo da falta de apoios do Estado.

Beijocas para ti, para a barriguitas e para o Cutxicutxi

Obrigada pela visita no meu blog

Maria Pereira
De Carla a 27 de Junho de 2007 às 10:32
Tens de ter calma que as coisas podem mudar. E a tua área de estudos até tem mais procura que a minha (antropologia) e és bastante nova e vais ver que consegues encontrar algo na tua área. O que me parece é que em termos de fazer a gestão emprego/família as coisas nunca vão ser boas, pelo menos na nossa geração. Temos de nos desbobrar em esforços, mas acho que temos de ter a noção que setirmo-nos culpadas de ser mães e não darmos o máximo no emprego, ou sentirmo-nos culpadas de não darmos o melhor aos nossos filhos, isso é que não pode acontecer. Fazemos o melhor que nos é permitido, e se falhamos hoje aqui e amanhã ali, ora é da vida, e se fizermos mais estoiramos. Só temos esta vida e também temos de tentar ser felizes. É levar as coisas com calma, e ter a certeza que estamos a fazer o melhor, acredito que com uma atitude positiva as situações melhoram um bocadinho.

Beijos
De Lua de Sol a 8 de Julho de 2007 às 03:45
Concordo absolutamente com tudo. Tenho 3 filhos: uma primogénita de quase 6 anos (ainda tem 5!), um Do meio que fez 3 anos há 1 semana e uma caçula que tem 22 meses. Confesso que tinha vontade de ter concebido a primeira até talvez um pouco antes, já que tinha um bom relacionamento e já tinha casado há quase 3 anos, mas por questões profissionais como seja a de deixar os recibos verdes e passar a efectiva adiei. Depois, descobri que o local de trabalho que tinha arranjado e no qual tinha passado a efectiva não era nenhuma pérola mas decidi arriscar, pareceu-me difícil alcançar a perfeição ainda nova. Entretanto, o chefe de redacção foi demitido e o meu patrão sempre deu a entender que seria eu a próxima a ocupar o cargo. O que fez ele quando soube da gravidez? Deu o cargo a outra. E chegou a ter o desplante de me enviar carradas de textos para eu corrigir em casa quando estava de baixa de maternidade, com a desculpa de que eu era a melhor e com a promessa de uns extras que nunca vi, só vi as carradas de papel para rabiscar a tinta vermelha até às tantas da madrugada, nos intervalos das mamadas! Pois. Entretanto, outra colega grávida de 7 meses foi despedida, porque faltava demasiado para ir às consultas. Essa estava a recibos verdes, não fazia mal! Quando voltei, ele não respeitou o período a que temos direito para amamentar durante um ano, disse que sim mas fazia cara feia se saísse mais cedo ou chegasse mais tarde. Eu própria resolvi cumprir o horário para não me chatear. Passados 2 anos lá cheguei a chefe de redacção, no ínício da crise. Fiquei com maiores responsabilidades e nunca cheguei a ver o grande aumento. Em tempos tinha planeado um segundo filho para esta altura (ainda não tinha um panorama tão negativo e gostava muito que a minha avó ainda conhecesse). E engravidei - o lugar já era meu, desta vez! . Veio o segundo. Mas com a doença da minha avó a piorar e os ordenados tão atrasados optei por me despedir por justa causa. Um inferno, o que ele me ficou a dever, sindicato dos jornalistas, advogado, tribunal, inspecção do trabalho, a morte da minha avó... A única coisa boa era o facto do meu marido ter uma posição bastante razoável. Só consegui reaver o dinheiro no tribunal passdos ano e meio! Entretanto, tinha o Do Meio 5 meses e aconteceu a caçula , que não estava à espera. Também veio... Ainda bem, mas a vida complicou-se. Não iria receber 1500 euros líquidos de ordenado, pelo que não valia a pena trabalhar, pois era isso que iria gastar em 3 creches. Estou em casa à espera que cresçam um pouco, par retomar. Até porque o meu trabalho não se concilia facilmente com vida familiar, como dá para imaginar. Aliás, nem sei bem o que me espera no futuro. Sei que com 3 não vai ser nada fácil, doenças, faltas, atrasos... O País precisa de sangue novo mas o Estado nada faz para o propiciar, aliás, a política laboral está cada vez mais rígida. Sei que, no fundo, ainda tenho sorte por poder vê-los crescer, dar-lhes eu a primeira papa, ouvir a primeira palavra, não perder o primeiro passo... Para não falar de que ainda conseguimos ir vivendo (financeiramente)... De qualquer modo, não pretendo ficar para sempre nesta situação, prezo muito a minha independência.
Boa sorte com a barriguitas e o que está para vir...

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